Os dias parecem cada vez mais longos, as tardes cada vez mais cinzentas, eu caminho vagarosamente, sem rumo, ao esmo. É nostálgico, é desgastante, é angustiante. Minha alegria esmoreceu, meu andar se perdeu, apenas meu violão é meu companheiro, já não sei mais o que é calor, nem as geleiras dos pólos se comparam a meu corpo, nem o maior dos ice Berg é tão frio como meu coração, tudo esta preto e branco, como em um filme. Vou de um canto a outro procurando te encontrar, sem encontrar a quem procuro volto ao mesmo lugar, aquela velha estação, com trilhos enferrujados, bancos de madeira, folha ao chão, junto a mim as arvores que lá viviam morrem de solidão.


Texto de Sauro Leandro Kouketsu.

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